• Davi Moura

A La Niña está de volta e junto com ela vem a Oscilação Madden-Julian!

A La Niña está ativa pelo segundo ano consecutivo e isso traz consequências para o regime de precipitação no Brasil. Além da La Niña, a Oscilação Madden-Julian está a caminho da América do Sul. O que devemos esperar das chuvas nas próximas semanas?

A La niña está de volta ao oceano pacífico
Há 87% de chance de que a La Niña permaneça ativa até o verão de 2022 e isso deve afetar o regime de precipitação no Brasil.

Como já era esperado desde o primeiro trimestre de 2021, a La Niña retornou nesta primavera e deve contribuir com alterações no regime de precipitação do Brasil. Geralmente, anos de La Niña tendem a contribuir para um aumento das chuvas no centro-norte do Brasil e para uma diminuição no cone-sul. Isso não é regra, já que o clima é determinado por vários fatores, mas esse é um padrão que geralmente é obedecido.



Nesta segunda metade do mês de Outubro, as chuvas no Brasil (e em toda parte tropical das Américas) devem ter mais um agravante para elevar os acumulados de chuva: é a Oscilação Madden-Julian (OMJ)!


A OMJ é um distúrbio de nuvens, chuva, ventos e pressão que se move para leste envolta de toda a faixa tropical do planeta Terra. Esse distúrbio leva cerca de 30 a 60 dias, em média, para dar uma volta completa no nosso planeta.

Atualmente, a OMJ está viajando sobre o oceano pacífico equatorial e deve chegar às Américas no último terço do mês de outubro. Isso significa que a OMJ e a La Niña devem somar forças para auxiliar nas chuvas desde o centro-norte dos estados de MS, SP e RJ até o AM, PA e RR. Confira a previsão completa no vídeo abaixo!