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Cheia de rios no Acre atinge mais de 100 mil pessoas em 10 cidades

Enchente dos rios Acre, Juruá, Envira, Iaco, Purus e outros mananciais deixou centenas desabrigadas, além de atingir indígenas e ribeirinhos.


Acre
A situação no Acre é crítica em muitas cidades e os moradores cobram ajuda do governo federal.

O Acre enfrenta uma grave crise: cerca de 130 mil pessoas já foram atingidas pelas cheias dos rios na capital e no interior do estado. Ao todo, 10 cidades foram afetadas pelas enchentes e o governador Gladson Cameli decretou, na última terça-feira (16/2), situação de emergência.

A enchente dos rios Acre, Juruá, Envira, Iaco, Purus e outros mananciais, além do transbordamento dos igarapés, atinge centenas de famílias. Moradores foram levados para abrigos montados em escolas, igrejas, ginásios, quadras esportivas e barcos. Além dos desabrigados, há várias famílias desalojadas.


Os indígenas e ribeirinhos também foram afetados pelas enchentes: são 10 aldeias da etnia Huni Kuin do baixo rio Envira e seis do alto rio Envira, mais sete aldeias da etnia Shanenawa, contabilizando 187 famílias desabrigadas e mais de 300 pessoas desabrigadas.

Um menino de dois anos morreu afogado no bairro Várzea, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. O local é um dos atingidos pela cheia de rios. A criança foi levada por familiares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e, segundo a direção da unidade, já chegou morta ao local.

Além das cheias dos rios, que causam alagamentos em diversos pontos do estado, o Acre também enfrenta surto de dengue, crise migratória na fronteira do Acre com o Peru e a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.